Inteligência Emocional é trunfo para sucesso de equipes

Inteligência Emocional é trunfo para sucesso de equipes

Maioria de contratações e demissões está relacionada ao tema

Tratada por vezes como sinônimo de maturidade, a inteligência emocional (IE) é a maior responsável pela permanência dos profissionais nas organizações. Segundo estudo realizado pela consultoria Page Personnel, 90% dos casos de demissão estão relacionados à falta de tal habilidade, bem como ‘à má conduta’ no ambiente de trabalho.

Outro levantamento, da holding PageGroup, ratifica a importância do tema, ao mostrar que o requisito é o item mais importante para 42,9% dos gestores e recrutadores brasileiros — na hora da contratação e na escolha de líderes. Completam a lista o ‘trabalho em equipe’ (com 38,4%) e a comunicação assertiva (31,1%).

De acordo com a administradora e especialista em gestão de pessoas, Dayane Lira, a IE pode ser entendida como a capacidade de identificar e lidar de forma equilibrada com os próprios sentimentos. Também está relacionada ao modo como um indivíduo gerencia seus relacionamentos com terceiros.

Lira diz que é possível desenvolver tais habilidades e que o principal benefício é fazer com que as pessoas se tornem mais confiantes, motivadas e produtivas. Deste modo, elas poderão encarar situações difíceis com mais facilidade, aumentando sua capacidade de superação.

“A resiliência (habilidade de receber os impactos da rotina e manter-se firme) está diretamente ligada ao gerenciamento das emoções. E a inteligência emocional, nesse contexto, permite ao indivíduo lidar melhor com seus erros e acertos, de maneira inteligente, sem levar questões para o lado pessoal ou ser afetado por elas”, diz.

IE e as gerações

Segundo a especialista em gestão de pessoas, Lucélia Ourique, a inteligência emocional (IE) não tem relação específica com a idade. Embora pessoas mais jovens estejam em desenvolvimento mais acentuado — de habilidades comportamentais e sociais —, isso não significa que pessoas mais velhas estarão à frente no mesmo quesito.

“Não tem a ver com a idade, como por muito tempo foram relacionadas e até mesmo classificadas. Tem pessoas de 50 anos com atitudes de jovens de 18 anos e vice-versa. Maturidade é aquilo que você experimentou e viveu, alinhado com suas emoções; é quando você percebe o que faz sentido e sobre o que errou e o que acertou”, esclarece.

Ourique revela, em contrapartida, que pessoas da mesma geração (grupo etário) têm semelhanças gerais, na forma de pensar e agir. Isso estaria conectado também a IE, por isso, ela explica as características comportamentais mais marcantes de cada grupo.

A geração X (nascidos entre 1965 e 1979) tem o hábito de mandar, de trabalhar até a exaustão, adquirir (de comprar, e não alugar) e a não questionar com a mesma frequência com que fazem os mais jovens. Já as gerações Y (1980 e 2000) e Z (2001 e 2010) são questionadores, não gostam de seguir ordens, querem crescer “para ontem” e têm a teoria na palma da mão.

“A geração Z, em específico, quer tudo de forma instantânea; porém, peca na falta de prática (experiência), na ausência de resiliência e de entender que algumas coisas necessitam de tempo para acontecer. Eles também são extremamente sensíveis ao ‘não’, pois foram criados com pouco ou sem limites — e toda essa mistura existe dentro de uma organização que tem sua própria cultura”, destaca.

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Por Leon Santos – Assessoria de Comunicação CFA.